E ela dançava, daquele jeito suave, parecia um Ballet francês, mas com movimentos muito firmes, e cada giro, e cada movimento dizia um pouco dela, de suas mágoas, do cigarro no fim do horário, daquele vento batendo da janela no suéter frio, que tentava diminuir o corte cáustico que causava a noite e aqueles pensamentos armados com 7 pedras pra te derrubar.
Ela não sabia mais onde cair, onde deixar tudo, mesmo sempre tendo onde deixar, mesmo sempre tendo um cais pra teu navio de caos e luxúria; queria ver algo alem do muro de plasticidade da sua vida, sem aquele sol de luz branca com aço envolta cegando-a.
Bravo! Magnifico! queime mais! é assim que na vida se faz!
mas olha... não tenho nada a ver com isso, só te dei a ideia... sabe? nada de mais, pode ficar com os créditos..
eu vou só assistir aqui do banco, olheiro.
Enquanto você pinta a vida com o teu vermelho.